Alternativas

Eu sou um cara que gosta de cozinhar. E eis que surge uma oportunidade: um amigo ASPAS combinou ASPAS um churrasco numa segunda feira lá pelo singelo horário das 19 horas.

Hã?!

Sim, ‘çomemo. O problema: ninguém ia comprar nada, caso ele não pudesse. O que foi justamente o que aconteceu. Porém, como eu me “voluntariei” pra ajudar, comecei no domingo a noite a pensar em uma alternativa para o que seria um churrasco impraticável. E me veio a idéia: hambúrgueres. Na segunda-feira, assim que pude, fiz as compras necessárias [depois coloco minha lista aqui] e voltei pra casa.

Nosso orçamento era limitado. Fui com um amigo para o supermercado e trabalhamos com aproximadamente 80 reais para uma Hamburgada para 6 pessoas famintas. Compramos a carne, o queijo, os pães e tudo mais. Daí chegamos na parte ‘delicada’ da coisa: cerveja.

Não tínhamos grana restante para comprar uma quantidade saciável de Bavaria Premium ou algo do gênero. Heineken nem pensar. Logo vi uma cerveja que há tempos não tomava e fiquei curioso para tomar desde que soube da sua compra pela Heineken: a Kaiser. Em latas de 473 ml, ao meu ver a quantidade perfeita para latinhas, a 1,42 a lata gastamos a grana determinada pra cerveja e com o que restou compramos uma Coca de 3 litros.

Acender a grelha foi mole. Vale dizer: use a física ao seu favor, ok? Crie uma espécie de pirâmide em algum local da grelha [de preferência no centro] e deixe uma lateral da pirâmide em aberto. Enxarque uns dois pedaços médios de carvão com álcool e coloque na base dessa pirâmide, do lado aberto. Depois é só jogar napalm um fósforo e voilà: acesa.

E também, como vocês podem ver, tinha bacon também. Se a grelha que vocês forem usar for menos espaçada que essa, ainda assim eu aconselho a usarem uma espécie de chapa – tive que improvisar com essa – para dar uma ‘firmada’ no hambúrguer para que ele não desmanche quando transferir para a grelha. O bacon fica a critério de vocês, mas comprem uma peça inteira se vocês quiserem escolher o tamanho das fatias.

E as Kaiser?

Eu gostei. Quer dizer, em comparação ao papelão que era, achei mais gostosinha. Agora, continua sendo uma cerveja dessas… e ponto, nada demais. A lata é que me cativou, a mudança do rótulo e esse reposicionamento da marca fizeram com que as que sobraram voltassem para a minha geladeira e não como um presente para os porteiros – como era de costume nos meus churrascos.

Comece bem a semana e redescubra alternativas.

Aquele abraço.

 

Roma & seus 7 dias

Não fui pra Roma. Ainda. Tá nos planos. Mas isso é outra história.

Roma não foi construída em 7 dias, como diz o bom e velho ditado. E acho que não poderia ser mais verdade no nosso querido mercado cervejeiro.

A foto acima é de uma cerveja caseira que me deram para provar. Um sujeito muito simpático, David, me disse: “Ninguém nunca provou minha cerveja senão meus amigos e familiares. Daí queria saber sua opinião.” Eu já provei algumas cervejas caseiras, umas muito boas, outras toscas e outras ok. Logo, sabe-se lá o que teria dentro daquela garrafa.

“É uma pale ale… mais vermelha.” foi a descrição dada. Com essa frase na cabeça, ao sair do trabalho, fui me encontrar com meus amigos em um hostel animal, o Escambo. Logo que tomei um belo pilsen da Dama, só para limpar as serpentinas, a cerveja estava no ponto e tomamos a ruiva.

Ao abrir a garrafa e servir a breja a coisa ficou séria. Aquela espuma cremosa e persistente, a cerveja de cor vermelha-âmbar, me diziam que não seria qualquer coisa à toa. O aroma de tangerina, menta e uma nota de noz moscada surpreendiam aqueles 4 bebedores. O sabor que era cítrico e levemente tostado, e um tanto assim amargo, deixava pedindo mais.

Foi quando pensei: “e o cara faz isso de hobby”. E aquele hostel muito legal, simplesmente bem decorado, que servia um ou outro chope da Dama, tinha uma lousa com os preços, anotando tudo em comandas de papel, também é novo e tem uma pegada tranquila: de crescer conforme o tempo e as possibilidades.

Ou seja, é só levar a coisa. Não se esquecer de cifras e números, das leis, dos impostos, de protestar ante injustiças, de ajudar os outros quando possível, deixar o ego de lado, continuar brassando e bebendo. Como já é hoje, como é há tanto tempo e como será daqui pra frente. Sem fuzuê, nem pretensão, dá para cultivar um mercado sem rixas e criações cada vez mais interessantes para todos nós (a exemplo da parceria Wäls-Dum com a Petroleum) amantes da bebida.

Cada um ao seu ritmo e com sua proposta. Mas isso vamos abordar em outro post, ok?

Trapista

Um irmão entra na sala. A sala, de chão frio com ladrilhos de barro, paredes de concreto e teto branco é ornamentada por alguns quadros da Santa Mãe e de São ; além do crucifixo na parede da porta. Uma mesa de madeira com mais 3 irmãos estava logo ao lado da grande janela.

- Trouxe? – perguntou um dos mais grisalhos.

- Sim. – respondeu o que acabou de chegar.

- E os copos?

- Ah. Me esqueci deles. Já volto.

Os três deram uma risada sutil e divertida. O último saiu novamente da sala. Jogavam dominó a tarde toda, depois da reza matinal. Conversavam amenidades, falavam sobre suas impressões da vida e até – raramente – abordavam de maneira “metódica” os assuntos do amor.

- Você já… amou?

- Sim. – alguns muitos dizem, outros um seco não. Logo após o sim uma longa explicação e certa dose de dor, algo incômodo aflingia o monge novato. O que logo motivava o trabalho e a dedicação a algo que fosse mais recompensador. Mazelas de minúscias que faziam a vida mais doce, porém perigosa para aqueles de coração tenramente fraco.

- Aqui está.

Os da mesa riram novamente e servindo a todos, sentou em seu lugar. Todos beberam um pequeno gole e poucos comentários do tipo “bom”, ou “seco”, ou “frutado” eram ouvidos como pequenas preces de uma palavra só. Entre isto, um silêncio se instalou.

Era já a décima garrafa do dia. Mas aquele suspiro não era do álcool da cerveja que beberam, mas sim lembranças de uma vida em outro mundo, antes de tornarem-se famosos monges. Não, aquele suspiro que arrebatava e inundava a sala semi-vazia, eram lembranças, risos, choros e tantas outras memórias e sensações guardadas em mentes tão purificadas e glorificadas pela fé.

Fé tão cega que enclausurou-os a si próprios. A nada mais do que aos mesmos tantos motivos que os fizeram tornar-se monges. A proximidade da divindade talvez, ou simplesmente o receio de encarar fatos inevitavelmente impressionantes e sem escapatória que a vida tende a jogar na nossa frente. Fatos que podem assolar a mente de um homem por tempos a fio. Talvez por isso se busque o silêncio da prece, o conforto de esperanças em uma força de equilíbrio e a companhia de outros.

De vez em quando eles se perguntam sobre o destino das garrafas que vendem. Ao mesmo tempo que em algum outro longínquo lugar, há pessoas que bebem em grandes quantidades dessas mesmas garrafas com o livre arbítrio que lhes foi naturalmente concebido.

Sugestão Cervezando

Trapista é uma ordem de monges que fabricam cervejas em – obviamente – mosteiros. Nada mais do que isso, não atesta nada mais do que uma origem, apesar de normalmente cervejas trapistas serem de ótima qualidade e bem diferentes entre si nos estilos, sabores e aromas.

Se você quiser algo dançando no frutado, a Chimay Rouge cumpre muitíssimo bem essa função. Breja deliciosa.

Por outro lado, algo diferentíssimo, um pouco ácido, de aroma e sabores marcantes – sem serem demasiadamente complexos – a dica é a Orval. Uma breja do tipo “ame ou deixe”. ‘Deixe’ no sentido de ‘deixe outra pessoa provar além de você, claro’.

E por fim, pra chutar a barraca pro penhasco, tome a Rochefort 8. Sério. Você não vai se esquecer dela muito cedo: não por conta de ressaca, mas sim por ser uma grande cerveja. Envolventemente linda, de guarda [sim, compre uma e guarde outra para perceberes mundos de diferença], e com uma complexidade acentuada.

Gastronomix

Festival de Teatro de Curitiba

Gastronomix terá cervejas especiais paranaenses

Way Beer, Cervejaria Escola Bodebrown, Morada Cervejaria e Dum Cervejaria vão oferecer ao todo 15 estilos diferentes de cervejas artesanais de Curitiba

 A 4ª edição do Gastronomix, evento gastronômico do Festival de Teatro de Curitiba, que ocorre neste sábado (31) e domingo (1º) no Museu Oscar Niemeyer, na capital paranaense, terá várias diversas cervejas artesanais paranaenses para combinar com os pratos dos grandes chefs ou para serem apreciadas sozinhas. Way Beer, Cervejaria Escola Bodebrown, Morada Cervejaria e Dum Cervejaria vão levar mais de 15 estilos diferentes para o público apreciar durante a feira.

 Ao todo, o evento terá 14 barracas com o melhor da gastronomia. A curadoria é do chef Celso Freire, que trouxe esse ano nomes consagrados da cozinha nacional para ficarem ao lado dos chefs do estado. A entrada custa R$ 5 e cada prato R$ 10. As cervejas serão vendidas por R$ 3 a dose de degustação e R$ 7 o copo de 300ml.

 Confira a lista de cervejas:

 Cervejaria Way Beer

 American Pale Ale

5,2% abv – 31 IBU

Cerveja de Alta Fermentação com maltes importados e lúpulos cítricos Americanos.

 Irish Red Ale

5,8% abv – 24 IBU

Corpo médio arorma caramelo e toffee, cerveja maltada com final seco.

 Cream Porter

5,6% abv – 20 IBU

Feita com maltes torrados e aveia, é uma cerveja cremosa e aromas de chocolate e café.

 Morada Cervejaria

 Double Vienna Lager

7,6% abv – 36 IBUs

Aromática, floral, maltada e saborosa.

 Morada Strong Golden Ale

8% abv – 25 IBUs

Frutada, alcoólica, adocicada e encorpada

 Morada Red Ale

5% abv – 30 IBUs

Aromática, lupulada, refrescante e levemente amarga.

 Morada Single Vienna

4,4% abv – 18 IBUs

Leve, refrescante, floral e suave.

 DUM Cervejaria

 Jan Kubiš - American Pale Lager com Dry Hopping

5% abv – 31 IBU

Cerveja leve e de amargo refrescante

 Petroleum – Cocoa Imperial Oatmeal Stout

11,4% abv – 70 IBU

Cerveja negra como o petróleo com notas complexas e uma espuma densa produzida pela aveia.

 APU – American India Pale Ale

8% abv 42 IBU

Cerveja que promove um equilíbrio entre o malte e lúpulo Cascade.

 Cervejaria Escola Bodebrown

 Perigosa – Imperial IPA com Dry-hopping com Lupulo Amarillo e Citra

 

9,2% abv – 100 IBU

Cerveja forte, bem maltada com notas de Maracujá.

 Blanche de Curitiba – Witbier

5,5% abv – 18 IBU

Refrescante com aromas de Semente de coentro e casca de Laranja, suave.

 Cara Preta – Mild Ale

3,5% abv – 20 IBU

Leve com apenas 3,5% e álcool com notas de malte.

 Confira a lista de chefs e o cardápio:

 De Curitiba:

 - Restaurante Durski – Júnior Durski – Cordeiro a caçadora

 - Sel e Sucre – Kika Marder – Ravióli com recheio cremoso de parmesão, tomatinhos frescos e manjericão

 - Lagundri – Marcelo Amaral – Lagundri biro birô

 - Cantina do Délio – Délio Canabrava – Nhoque recheado com gorgonzola ao molho de cogumelos e espinafre

 - Forneria Copacabana – Beto Madalosso – Salada Copacabana

 - Bar do Victor – Eva dos Santos – Arroz de bacalhau

 - Bar do Alemão – Andersen Prado – Carne de onça

 - Vila Roti – Fábio Pimentel – Merengue de frutas vermelhas

 - Padaria Joaquim José – sobremesa ainda a confirmar

  De outros estados:

 - Amadeus Restaurante (SP) – Bella Masano – Lula baby recheada com bacon e caju

 - Restaurante Kinoshita (SP) – Tsuyoshi Murakami – Vieiras com alga wakame e pepino sunomono com gema de codorna

 - Akuaba (AL) – Jonatas Moreira – Nouvelle version do bobó de camarão

 - Ponte Nova (PE) – Joca Pontes – Baião chique Gastronomix

 - Wanchako (AL) – Simone Berti – Ceviche de atum

 Serviço: 4ª edição do Gastronomix. Neste sábado (31) e domingo (1º), das 11 às 16 horas. Entrada: R$5. Pratos: R$10. Cervejas: R$ 3 a dose de degustação e R$ 7 o copo de 300 ml. No Museu Oscar Niemeyer (Av. Mal. Hermes, 999). Ingressos antecipados nas bilheterias do Festival de Curitiba, nos shoppings Mueller, ParkShopping Barigüi e Palladdium, além do site do festival de Curitiba: http://festivaldecuritiba.com.br.

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