Eis o melhor texto que eu não escrevi. Publicado por Bob Fonseca nas mídias da vida.

Procure-a no dia seguinte
Hoje é Dia da Cerveja Brasileira. Aos nobres leitores que tiverem paciência, algumas considerações deste humilde espancador de teclados:

1) Creio que o caráter comemorativo da data está implícito e explícito. Logo, é dia de tomar uma cerveja.

2) A melhor fermentada para a data é aquela de que você gosta. Ou seja, beba o que lhe der na telha, seja industrial, premium, gourmet, especial, micro, importada ou qual definição existir mais para a nobre bebida. No final do dia, o principal juiz/crítico/degustador é você mesmo. Ninguém precisa gostar de dinamarquesas louras ou de americanas “saradas” para ser feliz.

3) Mas, se permitir um pitaco na sua celebração etílica, eis uma dica: antes de começar os trabalhos, escolha uma cerveja que você nunca tomou – ou viu – na vida. E experimente. Achou a garrafa estilosa, o rótulo chamativo e com observações espirituosas, ou se encantou com alguma convidada (ao copo) na mesa vizinha? Arrisque-se. Fique com ela.

4) Antes do derradeiro gole, arrume uma folha de papel – ou um providencial guardanapo, item essencial em bares. Anote o nome dela e o que for preciso para achá-la. Enfie esse rabisco no bolso. Pode, então, passar à conhecida de sempre do seu copo, ou tentar a sorte novamente – neste caso, repita a operação do item 2 quantas vezes for necessário.

5) Amanhã, se a cabeça não latejar e a memória da noite de hoje for boa, enfie a mão no bolso e pegue o papel com a anotação. Procure-a imediatamente, na internet, no bar, no mercado. Conheça-a melhor. Repita a experiência. Quem sabe você não está diante de uma nova paixão – ou, ao menos, de uma boa e duradoura amizade?

Afinal, ao contrário de Las Vegas, o que ocorre no Dia da Cerveja Brasileira não precisa ficar no Dia da Cerveja Brasileira.

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